quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sei que vais ler

F. o meu coração ja nao aguenta mais.


Acabemos com esta coisa que nós os dois começámos. Vou seguir a minha vida, retomar outro caminho. Já não encontro ninguém neste onde estou.


Desejo - te tudo de bom.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Numa pastelaria do Entroncamento

Lá fora passa um casal. ele, mais alto do que ela, abraça -a.

o semáforo só tem um homem que ora manda avançar, ora manda parar.

Entra mais um par na pastelaria.

São duas agora e não estão abraçadas; são da mesma altura. Uma senta - se ao pé do que parece ser o filho.

A dona da pastelaria, que me fez trazer a refeição do balcão para a mesa, começa a olhar para mim , estranhando a velocidade e o que me fará inspirar para escrever. Isto passa - lhe. Logo se despede de um casal que sai com o filho, derretendo -se como o açúcar dos seus pastéis.

São 21 h 55. Depois de um croissant, um sumo de ananas e um iced tea, é altura de regressar à estação e de esperar pelo intercidades para Espinho.


Renault 5, até domingo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Analisando bem, já passei por muito.

E vou continuar na indefinição...

Não posso , nem quero. Já estive assim e nao gosto.



Por isso, é melhor esquecer , embora seja tortura, como sentimos os dois.



Mas não é tortura à mesma, estar assim? O que é que vivemos afinal? Um amor mascarado, proibido, escondido, longínquo ... não é tortura?



Já viste... estou sempre a falar te do mesmo e tu nao gostas... entendo. Sinto me bem se te amar sem impedimentos e uma vez mais com tudo esclarecido.



Ainda nao tenho outra história, só aquela que me contaram. A mim e a quem me protegeu, como família e quase nao fala comigo já e se entristece no tom de voz que utilizam comigo.



A história já se repetiu 4 vezes. Não achas que é suficiente para eu aprender, tirar uma lição?



Podia te dizer o que deviamos fazer. Também não sei. Porque tudo o que seja excluires te de mim, me dói. No entanto, a razão parece estar a falar mais alto. Ela diz - me: sai daí dessa



zona perigosa; a tua família protegeu - te e tu estas a deitar abaixo essa protecção. A história é má, é perigosa . Quem gosta de coisas más?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

To be continued

Continuo sozinha; nem parto, nem fico, mas a lutar sozinha.

Ao meu lado - tu

Só tu no meu coração e pensamento.

Mas estamos dentro de um círculo mau. Quem é que o vai transformar numa linha recta?

domingo, 17 de outubro de 2010

Me



Mentira ou verdade? Se eu tivesse uma bola de cristal...
Assim, fica - se numa reticiência de sofrimento.
Não sei porque me custa tanto não te responder, partir de ti.
Afinal quem és tu?

Metade

"Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar... pela metade, não sei viver de mentiras, não sei..." (Clarice Lispector )

sábado, 16 de outubro de 2010

STOP

STOP aos labirintos, às mentiras, ao diz que diz, a chamarem - me de miúda.

Quero me entregar a quem me merece; a quem preparou o terreno de calma e clareza porque já sabia que eu iria aparecer um dia em sua vida.

É o início de uma nova busca e não de esperas.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Partida de ti


A partida de ti está a custar.
Não páro de pensar em como seria morar em ti.
Como conseguir que saias de mim? Eu já parti, mas continuo a sentir - te neste sítio aonde cheguei.

Mas amor para mim = a verdade e não amor = labirinto

domingo, 10 de outubro de 2010

partida

vou - me erguer, fazer as malas e partir.já não há pelo que lutar aqui. afinal estava sozinha sem dar conta. mais uma vez.

sábado, 2 de outubro de 2010

De mim


De mim, tens me a mim : a que amou e calou o que sentia; a que amou e ouviu o que não queria; a que amou e ouviu outras vozes tentando agarrá - la para que não fosse na tua direcção; a que amou e foi esperando que lhe desses verdade ao teu proprio ritmo; a que te ama e se afirma como tua, desde 21 de Setembro.

E procuras o quê em mim, quando inicias interrogatórios buscadores do que para ti são verdades orientadoras e essenciais dos teus sentimentos? Podes descobrir - me, quando só escutas os teus princípios de correcção emocional? Esqueces te de tudo de um momento para o outro. É tão fugaz o que sentes por mim?

Lembra - te que te ouvi,desouvi - te e hoje não corto a comunicação, muito menos termino um dia sem a vontade de dizer que te amo.

De algo me posso orgulhar: mentiras em mim, não; sou do bem e da paz. Faz com a melhor prenda que alguém me pode dar e que em mim tenho tambem para oferecer, aquilo que entenderes.

E ouve - me ao meu ritmo; observa - me ao meu ritmo; confia em mim; nem sempre eu tive a tua verdade e continuei em frente, esperando, ouvindo, observando, porque amando.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amar e Rimar


Porque me lês dessa forma? Não sou poesia para ser interpretada.

Não me analises. Recebe o que te dou.

Indaga - me, mas não fujas se os versos que tu querias como resposta não estão ainda belos.

Tu queres me poesia pronta a declamar. Serei a estrofe que tu me ajudares a escrever e a rima

que me ensinares a contigo ter.