Queria saltar essa grade que me separa do mar.
O mar com vestígios de petróleo, latas de cerveja e garrafas de vidro. Seringas e cordas.
Mas há de haver beleza por trás do lixo e encontrei uma conquilha. Vou guardá - la para levar comigo alguma recordação de beleza. Não está fácil descobrir beleza debaixo deste céu sempre cinzento, à frente desta água lixada, dentro desta solidão, onde não tenho espaço para ser eu.
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